Produtividade

Produtividade

Não é segredo que a Administração Pública é uma máquina pesada e inchada. As tentativas de modernização sempre são acompanhadas de extensas regulamentações, sobrando pouco espaço para iniciativas individuais. O feedback é lento, quando existe.

Embora a Administração Pública, por mando constitucional, deva ter plano de cargos e salários, avaliação de desempenho, dentre outras modernidades para estimular a meritocracia, na prática, o que se vê são estruturas perfeitas no papel (até fixadas em lei) e totalmente dissociadas da realidade.

Na outra ponta, a iniciativa privada é ágil, enxuta, sempre buscando novos caminhos.

O fiscal, longa manus da Administração Pública, por ofício, está sempre em contato direto com o cidadão. Espremido entre ambos. Deve acompanhar o pique da iniciativa privada, mas está preso às estruturas da Administração Pública.

Esta situação, no médio prazo, tende a dessensibilizar o fiscal, cujo efeito mais danoso é a desmotivação.

A produtividade pode não resolver todos os problemas das estruturas administrativas, mas é um instrumento eficaz para o gestor público reverter a apatia, a desmotivação da fiscalização. Bem elaborada, a produtividade, sob a forma de adicional e não baseada em valores arrecadados, é um avançado elemento de meritocracia, com resultados positivos para a gestão pública e para o cidadão.

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