Fiscalização Municipal substituída pela Polícia Militar

Por diferente razões, concordo com os ambulantes de São José dos Campos / SP… polícia deve policiar e, se fizer isto bem, já é o suficiente.

Na verdade, o que estão fazendo é uma forma de ter um “bico” oficial, afinal vão fiscalizar, mas não é de graça… vão receber para fiscalizar, quando deveriam estar “policiando”!!!

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Quinta-feira de negociações e protestos na Câmara de São José. Depois dos servidores públicos, que buscam negociação de 30 horas para os psicólogos e a obrigatoriedade de um farmacêutico em cada UBS, os ambulantes se articulam para barrar o projeto de lei que cria a atividade delegada. Tal projeto abre a possibilidade dos policiais militares atuarem como fiscais de posturas, o que assusta a categoria segundo a ambulante Rosana Aparecida de Oliveira, que se diz preocupada com o desvio de função dos policiais.
“A principal preocupação de cada cidadão que vive a violência do dia-a-dia, a dificuldade em fazer um boletim de ocorrência, a falta de apoio em uma situação de tumulto, porque não há necessidade de colocar policial militar, se já existem fiscais que sempre lidou com o problema do ambulante, e nunca teve problema.”
A mobilização foi motivada pelo teor de uma carta endereçada aos comerciantes de rua, de autoria da vereadora Amélia Naomi (PT), que classificou de horror a utilização da PM em seus horários de folga.
“Nós entendemos que a polícia ao fazer o papel de fiscal, vai ser muito ruim para os camelos e os moradores de loteamentos irregulares. Já que a fiscalização será feita com mais dureza e mais arbitrariedade como já acontece, infelizmente. Nos loteamentos irregulares, mesmo em lotes particulares, eles estão apreendendo material. Delegando isso para a polícia vai ser um horror para a população.”
Segundo o presidente da Câmara Juvenil Silvério (PSDB), existe uma utilização política da classe:
“É preciso deixar duas coisas bem explicadas: a atividade delegada não é específica para os camelos. É para fiscalizar as posturas de toda a cidade. Não é para atingir uma classe. Gerou-se uma preocupação na categoria dos camelos, mas nada disso que foi falado à eles é verdade. É necessário prudência, para não ser utilizado como massa de manobra.”
O projeto passará pelas comissões da câmara para ser analisado pelos vereadores. O projeto ainda não tem data para ser votado.”

Fonte: R3 Notícias

 

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