Somos imortais

Inicialmente, escrever sobre a Fiscalização de Posturas foi um jeito de organizar as minhas experiências e de racionalizar meu próprio trabalho – todos os créditos de webmaster do meu amado Eduardo Thomaello.

Com o passar do tempo, fui travando contato com outros Fiscais, outros iguais.

Confesso, queria estar aposentada, ganhar tempo para escrever mais, trazer mais novidades, “escutar” mais alegrias e lamentos, sair por aí participando de eventos. Não dá! Como meus iguais, tenho serviço demais, dificuldades diárias demais, ajuda de menos, apoio de menos… ainda que tenha tido a sorte de ter três chefes imediatos compreensivos, desde o início do www.fiscaldeposturas.com.br

Tomei gosto por esta história de olhar pra longe do meu ninho. Pra ficar mais perto do(a)s queridinho(a)s, fui pro Facebook (Fiscal de Posturas). Lá, com feedback quase em tempo real, iniciei e mantenho vário(a)s amigo(a)s Fiscais, esparramados pelo Brasil e, até, na África.

E, assim, fui ficando Fiscal em tempo integral. Da hora que acordo -e durmo pouco- até a hora que vou dormir, estou sempre “conversando” com um(a) Fiscal. Eu fui entrando em algumas vidas e muitas outras vidas hoje são parte da minha. Descobri que esta história de virtual não tem nada de virtual. São pessoas que dividem comigo suas alegrias e tristezas, suas vitórias e seus fracassos, seus temores e seus sonhos – e a estrada é de mão dupla, já chorei em muito “ombro virtual”.

Meus 26 (vinte e seis) anos de Fiscal e 54 (cinquenta e quatro) de vida permitem que eu me autodenomine “personal sense“… muito do que “ouvi” jamais será recontado. Tudo que publico com exclusividade sempre é com a autorização dos envolvidos.

Foi assim, com esta vontade de conhecer outro(a)s Fiscais e com a promessa de sempre ser uma “personal sense“, que fui aceita em alguns grupos de Fiscais no Facebook, sempre por intermédio de um interlocutor que me privilegiou, que acreditou na minha vontade de somar.

Dia 1º de abril, perdi um facilitador, um elo de ligação importante com a Fiscalização do Município de São Paulo… morreu,  Edu Pontes, Agente Vistor.

Roqueiro e corinthiano, nenhuma pinta de Fiscal… idealista!!!

Edu Pontes, o Gato, foi embora antes da gente se conhecer pessoalmente, mas antes o “apresentei” a uma amiga roqueira e nos consolamos pela brevidade da vida.

Mas, ninguém morre se é lembrado. Eu, Iris Tomaelo, a minha amiga roqueira, Aline Arcos, todos os Agentes Vistores e todos os amigos e familiares vamos guardar sua memória… então, estou aqui pra dizer que o Edu Pontes é imortal.

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