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Fiscalização em greve, não vai ter na Copa!

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Há muito tempo que venho noticiando a situação degradante da Fiscalização de Posturas de São Paulo, a quarta maior cidade do planeta.

Doze anos à míngua. À margem dos avanços tecnológicos. Número reduzidíssimo de Agentes Vistores. Viaturas insuficientes. Falta de estrutura física e de recursos humanos de apoio. Ausência de plano de carreira adequado, com humilhantes distorções salariais dentro da categoria. Perseguição. Assédio.

É o Inferno Fiscal! E, não vai ter Copa… a não ser que o pacotão de reajustes do Haddad consiga amordaçar mais uma vez os Agentes Vistores.

Os Agentes Vistores estarão em greve a partir de 12 de junho. E, que fique claro, Posturas e Tributários são carreiras irmãs. Esta publicação noticia a greve só de Posturas.

E nem dá pra dizer que o Prefeito Haddad não sabe da situação, mesas setoriais, tentativas infrutíferas de negociação. Reuniões abortadas pelo patrão.

Sabem qual foi a oferta de aumento? 0,01%… gostaram da piada?

Esperaram até demais. Foram ao limite.

Nós, Fiscais de Posturas somos a lei nas ruas. Somos a ordem. Somos a garantia de sossego público. Decidir pela greve, o último recurso, é uma decisão quase de foro íntimo para o Fiscal de Posturas. É um paradoxo, um dilema. Mas, até para os Guardiões da Cidade há um limite para vocação pública, entre o cuidar do coletivo e a sobrevivência pessoal e da família dos Fiscais.

Sou “sapo de fora”, mas, espero –  e desejo – que os Agentes Vistores estejam unidos nesta decisão, independente das diferenças pessoais.

João Edson de Santis (rebelde positivo, a quem sou grata eternamente por ter me apresentado ao grupo) e Luis Barnabe (“o” cara),  meus amigos pessoais, corajosos, chegou a hora de vocês.

E, garotas Fiscais, Andrea Martins FranciscoAna PaulaHeike Feigl ZagoNancy MaraneSylvia VillaFernanda ChedeMaria Do Carmo LopezLucileila QueirozDebora CastelaniDaviceli SouzaRoberta Damasceno e todas as outras, não menos importantes, mas que fico aqui sem citar por serem tantas… boa sorte!

 

E, vocês, meninos Fiscais, Andre Sahd (gatinho da CBO), Fernando Duarte GuimarãesFernando Couto MartinsLindomar CardosoEdmar Dourado S. JúniorEduardo KobaJosé Roberto da Costa  e todos os outros, não menos importantes, mas que fico aqui sem citar por serem tantos… boa sorte!

Lá, no andar de cima, tem um que deve estar mandando vibrações positivas (em ritmo de rock, claro) a todos os Agentes Vistores, para que tenham força para lutar unidos pela Fiscalização de Posturas que São Paulo merece e precisa.

Deu!!!

Eis aqui a decisão histórica:

SINDICATO DOS AGENTES VISTORES E AGENTES DE APOIO FISCAL DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO – SAVIM

R.Cel. Xavier de Toledo, 121, 6º and, Cj. 62, Centro

São Paulo – SP

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

Assembleia Geral Extraordinária

Nos termos dos artigos 8º, 6º, § 2º, § 3º e § 4º; 9º, e artigos 8º e 9º do Regimento Interno e demais disposições do Estatuto Social atinentes na espécie, fica a Categoria dos Agentes Vistores convocada para a Assembleia Geral Extraordinária em regime de urgência que será realizada no dia 09/06/2014, com início às 10h00, em primeira chamada, na sede do Sindicato.

PAUTA DO DIA

Aprovação da deflagração de movimento de GREVE a partir de 12/06/2014, em razão das negociações iniciadas em maio/2013, terem sido recentemente frustradas pela Administração Municipal, como amplamente divulgado, o Governo assinou o “Protocolo do SINP” no qual assumiu compromisso com a valorização de todo funcionalismo público municipal. Comprometeu-se também, em 2014 efetuar a reestruturação da Carreira de Agente Vistor, determinada em Lei desde 2007. Decorrido um ano e após várias e exaustivas reuniões, o Governo apresentou propostas para algumas categorias, sendo que os Agentes Vistores não foram incluídos. Recusou-se a discutir a revisão da Lei Salarial, tão pouco se dispôs a discutir a reposição das perdas salariais, nem ao menos as reposições das perdas do período, assim estas são as principais reivindicações do movimento paredista:

Pauta Central de Reivindicações:

– Revisão Geral Anual

– Revisão da Lei Salarial

– Recomposição das perdas salariais

Pauta Específica de Reivindicações:

– Reestruturação e Valorização da Carreira dos Agentes Vistores

– Reposição imediata das perdas inflacionarias de acordo com o inciso II do artigo 92 da Lei Orgânica do Município de São Paulo

– Concurso Público após a Reestruturação

– Regulamentação dos Plantões

– Informatização da Fiscalização

 São Paulo, 06 de junho de 2014.

MARIA BENEDITA CLARET ALVES FORTUNATO

Diretora Presidente”

Claret, a Fênix

Claret, a Fênix

Para tomar conhecimento da situação dos amigos de São Paulo, leiam mais em:

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=19098%3Acpi-falta-de-profissionais-e-entrave-para-fiscalizacao-na-se&catid=35%3Acpis&Itemid=92

José Lamas Otero, o cavalheiro da Sé

José Lamas Otero, o cavalheiro da Sé

http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,fiscais-da-prefeitura-de-sp-marcam-greve-para-a-abertura-da-copa,1506837

http://noticias.r7.com/sao-paulo/fiscais-da-prefeitura-marcam-greve-para-abertura-da-copa-do-mundo-06062014

http://exame.abril.com.br/brasil/noticias/fiscais-de-sao-paulo-marcam-greve-para-abertura-da-copa

Só achei esquisito o discursinho do vereador, muito sem noção: https://www.youtube.com/watch?v=MbOtIMsIzpE#t=43

http://www.emresumo.com.br/2014/06/06/fiscais-de-sao-paulo-marcam-greve-para-abertura-da-copa_15418.html?utm_source=facebook.com&utm_medium=referral&utm_campaign=imggrande

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Por opção, desde 2011, na Fiscalização de Posturas do Meio Ambiente e Urbanismo. Um ano na Fiscalização de Posturas de Serviços Gerais. Seis anos na Fiscalização de Posturas da Fazenda (Atividades Econômicas). Quase dezesseis anos na Fiscalização Tributária (ISS, IVC, Inter Vivos e taxas). Bacharel em Administração e Direito. Pós graduada em Gestão Ambiental. Fiscal de Posturas na Prefeitura de São José do Rio Preto/SP. Denominação do cargo atual: Agente Fiscal de Posturas, sinonímia Fiscal de Atividades Urbanas Coordenadora de departamento por oito anos, sendo dois anos na chefia de fiscalização.

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2019 – Visibilidade FAU

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No dia 21 de dezembro de 2018, a FENAFISC – Federação Nacional dos Fiscais e Auditores Fiscais de Atividades Urbanas, por sua Presidente, Isabel dos Santos, lançou a campanha “2019 – Ano da Visibilidade dos Fiscais de Atividades Urbanas”… o ANO FAU!!!

Por que 2019 tem que ser o ano da visibilidade do Fiscal de Atividades Urbanas?

  • porque poucas pessoas sabem que o FAU é a ocupação descrita no código 2545-05 da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), cujos sinônimos são: Agente fiscal(atividades urbanas), Agente vistor, Auditor de atividades urbanas, Auditor fiscal de atividades urbanas, Fiscal de atividades econômicas, Fiscal de feiras livres, Fiscal de posturas, Fiscal integrado, Fiscal municipal, Fiscal urbano, Inspetor fiscal ou qualquer outra denominação criada pelas Prefeituras para denominar os seus Fiscais com poder de polícia administrativa;
  •  porque somos reconhecidos, mas a profissão não é regulamentada nacionalmente, mesmo existindo desde 1828 no Brasil e presente em todas as 5.570 cidades;
  • porque é preciso profissionalizar a carreira, acessível única e exclusivamente por concurso público;
  •  porque é mais do que necessário que se discuta a segurança, os recursos de trabalho e o contínuo aperfeiçoamento do “ser FAU”.

É preciso que esta campanha não tenha “pais” e “mães”.

É preciso que esta campanha seja adotada pessoalmente por cada Fiscal.

É preciso que ocorram atos e fatos simultaneamente em todas as Fiscalizações do Brasil.

É preciso que encontremos soluções nacionais para que depoimentos como este aqui transcrito, com fatos ocorridos no mesmo dia de lançamento da campanha, sejam coisa do passado.


Está na hora de repensar a atuação da fiscalização

Colegas, precisamos repensar a forma de atuação da fiscalização de BH.

Nesta última sexta dia 21/12/18, 4 fiscais foram convocados para uma ação de reintegração de posse de terreno público em área de ZEIS, no aglomerado Morro das pedras, região oeste de nossa cidade.

Fomos convocados para nos apresentar às 07:30h na regional e logo a seguir, apresentarmo-nos na 125 cia de polícia, próxima a uns 200 do local invadido.

Assim que todo o aparato brifou, partimos para a ação.

Inicialmente , o efetivo dispensado em nossa segurança contava com uma equipe do GEPAR, com três policiais e duas viaturas da GM com 6 ocupantes, além dos 4 fiscais e motoristas e 15 auxiliares para promover a derrubada dos barracos em construção e dos provisórios instalados na área.

Fomos mal recebidos e bloquearam nossa passagem.

Ficaram gritando , insultando os policiais, a nossa equipe e exigiram a presença do advogado no local.

Assim ficamos até às 10h aproximadamente.

Neste ínterim, fomos ameaçados de morte, fomos atacados e a pm e a gm não tinham o efetivo para conter a população.

Às 10:20h aprox. chegou uma outra equipe da pm, e iniciou negociação com os moradores.

Negociaram por conta própria que só as moradias q não estavam habitadas seriam demolidas, em vão.

Começou o confronto, e ficamos sem nenhuma proteção.

Dois fiscais agredidos e um auxiliar ferido por pedrada na cabeça.

O auxiliar foi socorrido por nosso motorista da regional e ficamos sem transporte no morro.

Fomos alvejados por 2 a 3 tiros disparados por moradores do aglomerado.

Escutei os estampidos passando perto.

Eu e outro fiscal fomos avisados pela pm q a nossa entrada estaria garantida e fomos até a cia buscar os auxiliares q teriam se deslocado para lá.

Descemos o morro sem escolta e meu colega foi apedrejado no caminho.

Conversamos com os auxiliares que se encontravam extremamente chocados e abalados pela ação e se recusaram a voltar e derrubar as construções.

Às 12h, chegaram o bope, a tropa de choque e dominaram o cenário.

Só que os auxiliares já tinham ido embora e ação terminou sem a derrubada do barracos.

Não possuímos treinamento para confronto, não temos equipamentos de proteção apropriado e não possuímos armamento para nossa segurança.

Dessa vez corremos sério risco de sermos mortos.

Ficamos 4h numa praça de guerra “num salve-se quem puder”. 

Iniciei esse post com a mesma frase que termino: está na hora de repensar a atuação da fiscalização.

Carlos Henrique Caldeira, Fiscal em Belo Horizonte, em post no dia 23/12/18

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O bom exemplo de Cabo Frio, RJ

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Porque divulgar bons exemplos é o objetivo deste site, fica aqui o registro que foi feito pela Coordenadoria de Posturas de Tamoios, o 2º Distrito de Cabo Frio, RJ, no dia de hoje, 20 de dezembro de 2018.

Mais uma conquista de um governo empenhado em promover a ordem pública. Foi inaugurado hoje, o novo depósito da Coordenadoria de Posturas em Tamoios.
#pracegover
Na foto, a equipe da superintendência de Posturas de Tamoios, em frente ao novo depósito que será utilizado para armazenar o material das apreensões. #recadastramento2018 #coordenadoriadeposturas#sedesc #prefeituradecabofrio


Parabéns, aos #Fiscais e à chefia que valoriza e reconhece o trabalho fiscal!

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Luz no fim do túnel: Prefeitura condenada por agressão

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Prefeitura foi condenada porque agente foi agredido durante ação fiscal.

Registro a notícia como uma luz no fim do túnel para todos os #Fiscais que são obrigados a cumprir agenda fiscal sem que a Prefeitura cuide da sua segurança.

“não há dúvidas de que houve negligência por parte da administração que, mesmo ciente do risco existente na operação de fiscalização, não providenciou o apoio policial a fim de assegurar a segurança do servidor durante o desempenho da atividade de fiscalização”

A Prefeitura de Jacareí foi condenada pela Justiça a pagar R$ 10 mil por danos morais e R$ 2 mil por danos materiais a um servidor público que estava em desvio de função e que, por conta da negligência da administração em oferecer segurança para o desempenho de seu trabalho, acabou espancado e ficou com sequelas permanentes.

O servidor é concursado como oficial administrativo mas, na ocasião, desempenhava a função de fiscal ambiental, com a responsabilidade de medição de ruídos sonoros em locais alvos de denúncias da população.

O caso ocorreu há seis anos, em maio de 2012. A sentença judicial é do dia 8 de maio e a decisão foi publicada nesta sexta-feira (11), no Diário Oficial. Ainda cabe recurso.

Segundo o advogado do STPMJ (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí), Ricardo Nobuo Harada, que representou o servidor na ação, a decisão é uma vitória. “A Justiça reconheceu a responsabilidade da prefeitura no episódio, que colocou o servidor em uma situação insegura sem ter tomado nenhuma providência para resguardá-lo”, disse.

Em um trecho da sentença, o juiz Samir Dancuart Omar, da Vara da Fazenda Pública de Jacareí, afirma que “não há dúvidas de que houve negligência por parte da administração que, mesmo ciente do risco existente na operação de fiscalização, não providenciou o apoio policial a fim de assegurar a segurança do servidor durante o desempenho da atividade de fiscalização”.

“A saúde e a segurança dos trabalhadores devem vir sempre em primeiro lugar, em todos os departamentos da prefeitura. Que essa condenação sirva de lição para que episódios tristes como esse não voltem a acontecer nunca mais na Prefeitura de Jacareí”, disse a presidente do STPMJ, Sueli Cruz.

ENTENDA O CASO

O servidor foi agredido quando fazia um trabalho de rotina de fiscalização por perturbação do sossego público. No dia 26 de maio de 2012 foram acionados para verificar o nível de som gerado por veículos em um baile funk que acontecia ao ar livre, na periferia da cidade.

Chegando lá, o servidor, que operava um decibilímetro (equipamento medidor de nível de pressão sonora), ficou perto de um carro com som alto para fazer uma medição mais precisa. Neste momento, um grupo se aproximou e o espancou.

Ele perdeu os sentidos e foi levado com vários ferimentos para a Santa Casa de Misericórdia, onde ficou vários dias internado.

Na operação, a prefeitura não havia solicitado apoio da Polícia Militar nem da Guarda Civil Municipal, mesmo sabendo que se tratava de local perigoso.

Fonte: https://goo.gl/QNLg9F

“Ele não teve escolha, cumpriu uma determinação da prefeitura sem segurança e ainda em desvio de função”

Com a decisão, o advogado avalia que a Justiça reconheceu a responsabilidade da prefeitura no episódio. “Ele não teve escolha, cumpriu uma determinação da prefeitura sem segurança e ainda em desvio de função”, disse.

Outro lado

A Prefeitura de Jacareí esclarece que não é comum a prática de desvio de função. Atualmente os funcionários da prefeitura, responsáveis pela fiscalização de Normas e Posturas do Município, sempre realizam suas operações acompanhados da Guarda Civil Municipal e, dependendo do caso, conta ainda com o apoio da Polícia Militar.

Sobre o caso, a Procuradoria Geral do Município está avaliando se irá recorrer da decisão.”

Fonte: https://goo.gl/3CyATK

 

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