Paulo Joubert Alves e a segurança do Fiscal no trabalho noturno

Paulo Joubert Alves - BH

Paulo Joubert Alves é Fiscal Integrado (na sinonímia: Fiscal de Posturas) em Belo Horizonte, MG.

Aqui publico sua constatação sobre a (in)segurança do trabalho noturno. Tenho certeza que muitos de nós, espalhados pelo Brasil, se reconhecerão neste relato.

BREVE HISTÓRICO PRÉ-INTEGRAÇÃO DO ACOMPANHAMENTO POLICIAL NO DISQUE SOSSEGO

– Em 2003, quando entrei na PBH, o Batalhão de Eventos da Polícia Militar acompanhava os então fiscais de controle ambiental nos plantões noturnos do Disque Sossego. Era comum em datas de eventos na cidade (jogos de futebol e outros) cancelarem o plantão por falta de efetivo policial. Éramos avisados dos cancelamentos por telefone pela central de atendimento ou por gerentes.

– Passados anos, o contrato com o Batalhão de Eventos se encerrou. O pronto atendimento ficou suspenso por um tempo.

– Quando um novo contrato foi celebrado com a RISP (Região Integrada de Segurança Pública), os cancelamentos por falta de acompanhamento policial tornaram-se mais raros. Uma observação importante é que, se por alguma razão, não houvesse no mínimo uma dupla de PM’s por equipe, a atividade desta equipe era suspensa. O motivo alegado é que haveria uma norma da própria PM restritiva a ação de um policial sozinho, pois um teria a função de proteger a retaguarda do parceiro. A gente observa que as patrulhas policiais nas rua, a pé ou em veículos, geralmente são feitas no mínimo em duplas ou trios, não é mesmo?

– Após um período, houve uma diminuição no efetivo da RISP (por motivos de aposentadoria e outros). De modo que cada equipe, antes com 2, 3 e ás vezes até 4 policiais, passou a ter apenas 1 PM! Assim, queriam que fizéssemos plantão que antes era cancelado quando um dos PM’s não estava disponível.

– Os fiscais ambientais insistiram na necessidade do acompanhamento por parte de dois policiais. Com muita insistência, conseguimos convencer o secretário da SMMA da época e depois a SMAFIS, desta necessidade.

– Assim meus caros, se lutamos tanto para termos DOIS policiais por equipe no Disque Sossego, não temos sequer que cogitar em fazer plantões sem NENHUM. Os PM’s desta fase tinham a prerrogativa de pedirem, ainda, apoio de outras unidades, em caso de necessidade. Quando à Guarda Municipal, a atribuição dela não é mais patrimonial que pessoal?

(este relato foi feito puxando pela memória, portanto peço aos colegas da época que queiram acrescentar, corrigir e comentar algo sobre o assunto, favor se sintam à vontade)”

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