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BH evolui: de Fiscal Integrado a Fiscal de Atividades Urbanas e Controle Ambiental

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Dois eventos marcantes ocorreram em Belo Horizonte:

  • a participação na Conferência das Cidades, etapa municipal, em 21/05/2016; e
  • a derrubada do veto ao nível superior para a Fiscalização, em 01/06/2016.

21/05/2016 – Conferência das Cidades

Recebi este texto de Plínio Marcos, um grande colaborador, sobre a 6ª CONFERÊNCIA NACIONAL DAS CIDADES – 2016. Publico na íntegra, com grifos da transcrição, por sua importância para todos nós:

21/05/2016 - BH Conferência das Cidades21/05/2016 - BH Conferência das Cidades:
A Conferência Nacional das Cidades é um instrumento que busca a garantia da gestão democrática, para a promoção da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, através do Conselho Nacional das Cidades, ligado ao Ministério das Cidades do Governo federal.

O Brasil, desde a metade do século passado, deixou de ser um País rural e passou a ser uma nação intensamente urbanizada. Cerca de 160 milhões de brasileiras (os) estão vivendo nas cidades. Essa concentração da população nas áreas urbanas, sem o planejamento adequado, trouxe alguns problemas para a qualidade de vida da geração atual e comprometendo a sustentabilidade no futuro.

Soluções para esses problemas serão discutidas na sexta edição da Conferência Nacional das Cidades, um dos espaços de diálogo entre o Governo e a Sociedade. Nesse sentido, o Conselho das Cidades, criado há mais de dez anos, faz parte deste empenho para avançar na agenda urbana, atuando segundo uma diretiva baseada na democracia e no pluralismo.
Sob a temática “A Função Social da Cidade e da Propriedade” e orientada para a busca de “Cidades Inclusivas, Participativas e Socialmente Justas”, a 6ª Conferência Nacional das Cidades está prevista na Lei 10.257/2001- Estatuto da Cidade e conta com etapas preparatórias municipais e estaduais.
A Conferência é uma oportunidade de participação e pactuação política ao construir um espaço para a sociedade compartilhar a elaboração e avaliação das diversas políticas públicas: habitação, saneamento básico, transporte e mobilidade urbana, acessibilidade, programas urbanos e atividades urbanas. Por esse motivo é de grande importância a participação da Fiscalização de atividades urbanas, através de suas entidades representativas, para marcar posição, levar o debate de ideias e interação com outros atores que atuam na discussão do melhor funcionamento da cidade.

A Fiscalização de BH (Plínio Marcos, Jacqueline Maltez e Ildeu Andrade), marcou presença na etapa municipal da Conferência, fazendo um bom debate e interagindo com os representantes de outros setores, como movimentos populares, sem-teto, representantes dos movimentos de ocupação e moradores de rua, Federação do Comércio, CDL-BH (Câmara de Diretores Lojistas), Conselho de Arquitetura e Urbanismo, entidades representativas de ciclistas, Governo municipal, entre outros.

21/05/2016 - BH Conferência das Cidades - Plínio Marcos21/05/2016 - BH Conferência das Cidades - Jacqueline Maltez: 21/05/2016 - BH Conferência das Cidades - Ildeu Andrade e Jacqueline Maltez

A etapa BH da Conferência nacional das cidades aconteceu em 3 dias, onde se debateu reforma urbana, ocupação do espaço urbano, crescimento das metrópoles, mobilidade urbana, déficit habitacional. A Fiscalização Integrada participou das discussões do Eixo 2, cujo tema foi “Espaços públicos e mobilidade: espaços públicos de qualidade para a construção de uma cidade para as pessoas”, onde se teve debates muito produtivos. Ao final os fiscais conseguiram aprovar uma das propostas para o debate final, que foi a seguinte: “Estabelecer que os Fiscais dos municípios tenham 2 (dois) assentos nos conselhos municipais de política urbana das cidades, escolhidos em assembleia setorial.

21/05/2016 - BH Conferência das Cidades: 21/05/2016 - BH Conferência das Cidades:

Foram apresentadas mais de 20 propostas para se aprovar 5, e ao final apenas uma por eixo de discussão (são 5 eixos no total) iria para a etapa estadual. A discussão é complexa e é necessário uma boa articulação com os outros setores que representam diversos interesses para se aprovar uma proposta. Os Fiscais conseguiram se fazer ouvir e tiveram uma boa relação e debates positivos com todos setores e articulou-se uma proposta de consenso que contemplasse todos os setores representados e ao final emplacou-se essa proposta do eixo 2 para a etapa estadual da Conferência: “Priorizar o sistema de transporte coletivo e transporte ativo (não motorizado) através da garantia e promoção da construção de bicicletários, considerando prédios e espaços públicos, estações de metrô e ônibus e espaços privados. Estímulo e priorização da criação de faixas exclusivas para ônibus, bem como sistemas metroferroviários, incluindo no planejamento a priorização do pedestre nos transportes ativos no sistema de baixa capacidade, inclusão das calçadas tendo como princípio a responsabilidade compartilhada entre o poder público e o proprietário do imóvel ou lote lindeiro de forma equânime, idêntico ao tratamento dado às vias uma vez que ambas fazem parte do sistema viário. Deve-se considerar também que em todas as cidades onde haja conselhos referentes à Política urbana, os Fiscais Municipais de atividades urbanas tenham assentos nos mesmo.”

21/05/2016 - BH Conferência das Cidades - texto que inclui os Fiscais de Atividades Urbanas:

Os Fiscais de BH conseguiram tirar 3 delegados para participar da etapa estadual da Conferência Nacional, e estarão mais uma vez discutindo e articulando para representar de forma positiva a Fiscalização de Atividades Urbanas na Conferência Nacional das Cidades. Fica a lição que é preciso ocupar os todos espaços onde se discuta a política que afeta a cidade, e por consequência a Fiscalização, pois a partir das discussões e decisões  nos conselhos, conferências, audiências públicas  se terá posicionamentos do poder público que afetará diretamente a ação e função do fiscal de atividades urbanas. Então é necessários nos fazer ouvir, saberem quem somos e termos voz ativa em todo local onde se discuta a cidade.

A 6ª Conferência Nacional das Cidades ocorrerá dos dias 5 a 9 de junho de 2017, em Brasília, e será precedida das etapas preparatórias com a realização das Conferências Municipais, que deverão acontecer de 1º de janeiro de 2016 a 5 de julho de 2016, e Conferências Estaduais e do Distrito Federal, que deverão acontecer de 1º de novembro de 2016 a 31 de março de 2017.

A Conferência Nacional das Cidades é um espaço onde a sociedade organizada, representada por seus delegados, cumprirá mais uma etapa, a fim de que unidos possamos pavimentar a travessia da cidade que temos para a cidade que queremos.”


01/06/2016 – Derrubada do veto ao nível superior

Muito do que a Fiscalização de Belo Horizonte faz publico aqui. Doações para entidades carentes, ações de orientação à população, protestos organizados em locais públicos, seminários de qualificação faço questão de divulgar para que sirvam de exemplo a outros Fiscais.

É impossível pleitear melhora nas condições de trabalho, se não houver duas circunstâncias precedentes: busca pela  qualificação e divulgação do trabalho fiscal… é isto que redundou na derrubada do veto ao nível superior para os Fiscais de BH, doravante Fiscais de Atividades Urbanas e Controle Ambiental.

Os fatos, os relatos e as fotos a seguir dizem do exemplo que fica para todos nós.


Esta é a transcrição do email enviado a todos os Vereadores antes da votação do veto por Israel Arimar:

“Senhores vereadores, o Sindibel – Sindicato dos servidores e empregados públicos municipais da Prefeitura de Belo Horizonte vem mais uma vez, mui respeitosamente, em nome dos Fiscais Integrados, solicitar o apoio e o voto contrário ao veto do executivo ao Projeto de Lei 1614/15. O veto vai sobrestar a pauta, sendo prioridade a sua votação no dia 1º de junho (quarta-feira).

Ressaltamos novamente que este é um projeto simples, mas que faz jus a uma categoria que muito contribui para o crescimento e desenvolvimento da cidade. Cientes que todos são do compromisso que a Fiscalização de BH tem com a cidade e munícipes, a aprovação desse projeto é a efetivação de um grande ganho para toda Belo Horizonte e o reconhecimento do trabalho do Fiscal de Atividades Urbanas e Controle Ambiental. Hoje conhecido como Fiscal Integrado. Nomenclatura esta que não diz nada por si própria, onde passados quase 5 anos de sua criação não é reconhecida pelos munícipes, pela imprensa e mesmo dentro da Prefeitura. E o mais importante: não existindo uma identificação por parte dos profissionais que exercem a função. O que dificulta a criação de uma verdadeira identidade da categoria com o Cargo. Como a alcançada pela Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH), com a mudança de sua nomenclatura anterior: Guarda Municipal Patrimonial (GMP).

É importante frisar também que no CBO (Código Brasileiro de Ocupações) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) desde 20/02/2015 foi aprovado sob o código 2545-05, a nomenclatura padronizada “Fiscal de Atividades Urbanas” para todos os trabalhadores que tenham como atividade profissional, realizar vistorias e fiscalizações, lavrar autos e termos, exercer poder de polícia administrativa, fiscalizar o ordenamento urbano, realizar diligências, auditar processos na fiscalização de atividades nas áreas urbanas e rurais. Além de reforçar a tendência e necessidade para a exigência de Nível Superior para o exercício do cargo.

Diferentemente das ADINs citadas na justificativa do veto do executivo, o projeto não onera em nada os cofres públicos, já que não cria ou altera remunerações, tabelas salariais ou gratificações, estando em consonância com a legalidade e faz Belo Horizonte dar um passo rumo à modernidade, se equivalendo à maior parte das capitais e grandes cidades do país, onde a envergadura ao cargo de Fiscal Municipal é dada através da escolaridade de nível superior. Diante de um novo cenário, onde o ingresso às faculdades se universalizou, e diante da responsabilidade e complexidade requerida, através da integração entre as 5 fiscalizações antes existentes (Atividades em Vias Urbanas, Controle Ambiental, Limpeza Urbana, Obras e Posturas), não é possível mais que a cidade de Belo Horizonte venha requerer em seus próximos concursos para Fiscal Municipal, que os mesmos não tenham o ensino superior como requisito básico para ingresso na carreira.

Contando com a compreensão de vossas excelências, que estarão mais uma vez fazendo história e colocando BH na vanguarda do ordenamento urbano e ambiental, fazendo a já reconhecida eficiência da Fiscalização de Atividades Urbanas e Controle Ambiental da cidade como uma das mais importantes do país.

Estando à disposição para quaisquer outros esclarecimentos, reforçamos a já profícua parceria com essa casa, que sempre se mostrou aberta para discutir e ouvir a Fiscalização Municipal através de audiências públicas, consultas, reuniões, seminários, deixamos nossas estimas e agradecimento.

Israel Arimar (Fiscal Integrado e Presidente do Sindibel): 98811-2731
Plinio Marcos (Fiscal Integrado e Diretor de Fiscalização do Sindibel): 97575-7944
SINDIBEL: 3272-9865″


Horas antes da votação, este era o recado  de Plínio Marcos:

01/06/2016 - BH - derrubado veto ao nível superior:


E, aí, os Fiscais lotaram o plenário da Câmara…

01/06/2016 - BH - derrubado veto ao nível superior:

01/06/2016 - BH - derrubado veto ao nível superior:

01/06/2016 - BH - derrubado veto ao nível superior:

01/06/2016 - BH - derrubado veto ao nível superior:


Pela emoção, fiquem com a alegria de quem soube conquistar a mais importante vitória da carreira fiscal:

Sindibel Sindicato

VITÓRIA: DERRUBADO O VETO DO PREFEITO AO PL QUE ALTERA NÍVEL DE ESCOLARIDADE DA FISCALIZAÇÃO

Na tarde de hoje, 1º de junho, ocorreu a votação do veto do prefeito ao PL 1614/15, que altera a nomenclatura e o nível de escolaridade dos Fiscais Integrados da Prefeitura de Belo Horizonte.

Com a galeria lotada de fiscais, a Câmara Municipal de Belo Horizonte, após intensa mobilização do SINDIBEL e da Fiscalização, derrubou o veto do executivo.

A partir de agora, o município é obrigado a exigir escolaridade de nível superior para o exercício da atividade de fiscalização. Além disso, a nomenclatura da categoria foi alterada para Fiscal de Atividades Urbanas e Controle Ambiental.

Parabenizamos aos servidores Fiscais que compareceram ao Plenário Amynthas de Barros da CMBH neste dia. Agradecemos também os vereadores de Belo Horizonte que compreenderam e agiram a favor da causa dos trabalhadores durante o processo de votação.

Weber Oliveira

Estou aliviado, estou feliz! Deus nos abençoou e contra uma incompreensível posição do prefeito de não aceitar nosso projeto de lei, que só benefícios trará a cidade e ao municípe.
Foi uma vitória da união, da perseverança, da humildade, mas acima de tudo da nossa competência. Competência da nossa mobilização e de nosso empenho.
Parabéns a todos nós Fiscais Municipais de Atividades Urbanas e Controle Ambiental. Avisem aos amigos que ano que vem tem concurso! Mas que tem como requisito mínimo curso superior para ingresso na carreira.

Flávia Passos

Sentindo-me realizada! Mesmo com tantos percalços, mesmo sabendo que isso tinha que ter vindo com a integração, estou muito feliz! SOMOS NÍVEL SUPERIOR, SOMOS SUPERIORES A TUDO O QUE TENTOU NOS DERRUBAR! Não desistiremos nunca de buscar uma carreira digna! Parabéns a todos os meus colegas de Belo Horizonte que, a partir de hoje, mais integrados que nunca, são FISCAIS MUNICIPAIS DE ATIVIDADES URBANAS E CONTROLE AMBIENTAL!!!

Plinio Marcos

Quase 3 horas da manhã e ainda não consegui dormir. A quarta noite seguida, por causa dessa votação de ontem! Mas dessa vez a tensão e ansiedade deram lugar à euforia e êxtase por mais essa vitória épica! Comemoração que só dura até eu pegar no sono. Pois amanhã já é dia de voltar para as duras batalhas diárias. De voltar à CMBH. De ver os detalhes da efetivação dessa nossa linda vitória! De começar a luta para neutralizar uma possível ADIN. De focar nas várias outras batalhas que teremos, nas novas e velhas lutas reivindicatórias que precisamos dar prosseguimento. Quero agradecer a todos que estiveram na CMBH. A todos que ajudaram a percorrer gabinetes e corredores da Câmara neste último mês! A todos que acreditaram e que de alguma forma dão força para superarmos as nossa limitações e barreiras, para superamos algumas mesquinharias, estrelismos e falta de confiança de alguns poucos. Gostaria de aproveitar para fazer um agradecimento especial à Raquel Guimarães (sua presença na galeria me emocionou). Pois foi a partir de uma comissão do qual faziam parte ela, eu e Rovena Nacif Martins no longíquo ano de 2007, ainda no governo Pimentel que iniciamos esse

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Por opção, desde 2011, na Fiscalização de Posturas do Meio Ambiente e Urbanismo. Um ano na Fiscalização de Posturas de Serviços Gerais. Seis anos na Fiscalização de Posturas da Fazenda (Atividades Econômicas). Quase dezesseis anos na Fiscalização Tributária (ISS, IVC, Inter Vivos e taxas). Bacharel em Administração e Direito. Pós graduada em Gestão Ambiental. Fiscal de Posturas na Prefeitura de São José do Rio Preto/SP. Denominação do cargo atual: Agente Fiscal de Posturas, sinonímia Fiscal de Atividades Urbanas Coordenadora de departamento por oito anos, sendo dois anos na chefia de fiscalização.

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2019 – Visibilidade FAU

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No dia 21 de dezembro de 2018, a FENAFISC – Federação Nacional dos Fiscais e Auditores Fiscais de Atividades Urbanas, por sua Presidente, Isabel dos Santos, lançou a campanha “2019 – Ano da Visibilidade dos Fiscais de Atividades Urbanas”… o ANO FAU!!!

Por que 2019 tem que ser o ano da visibilidade do Fiscal de Atividades Urbanas?

  • porque poucas pessoas sabem que o FAU é a ocupação descrita no código 2545-05 da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO), cujos sinônimos são: Agente fiscal(atividades urbanas), Agente vistor, Auditor de atividades urbanas, Auditor fiscal de atividades urbanas, Fiscal de atividades econômicas, Fiscal de feiras livres, Fiscal de posturas, Fiscal integrado, Fiscal municipal, Fiscal urbano, Inspetor fiscal ou qualquer outra denominação criada pelas Prefeituras para denominar os seus Fiscais com poder de polícia administrativa;
  •  porque somos reconhecidos, mas a profissão não é regulamentada nacionalmente, mesmo existindo desde 1828 no Brasil e presente em todas as 5.570 cidades;
  • porque é preciso profissionalizar a carreira, acessível única e exclusivamente por concurso público;
  •  porque é mais do que necessário que se discuta a segurança, os recursos de trabalho e o contínuo aperfeiçoamento do “ser FAU”.

É preciso que esta campanha não tenha “pais” e “mães”.

É preciso que esta campanha seja adotada pessoalmente por cada Fiscal.

É preciso que ocorram atos e fatos simultaneamente em todas as Fiscalizações do Brasil.

É preciso que encontremos soluções nacionais para que depoimentos como este aqui transcrito, com fatos ocorridos no mesmo dia de lançamento da campanha, sejam coisa do passado.


Está na hora de repensar a atuação da fiscalização

Colegas, precisamos repensar a forma de atuação da fiscalização de BH.

Nesta última sexta dia 21/12/18, 4 fiscais foram convocados para uma ação de reintegração de posse de terreno público em área de ZEIS, no aglomerado Morro das pedras, região oeste de nossa cidade.

Fomos convocados para nos apresentar às 07:30h na regional e logo a seguir, apresentarmo-nos na 125 cia de polícia, próxima a uns 200 do local invadido.

Assim que todo o aparato brifou, partimos para a ação.

Inicialmente , o efetivo dispensado em nossa segurança contava com uma equipe do GEPAR, com três policiais e duas viaturas da GM com 6 ocupantes, além dos 4 fiscais e motoristas e 15 auxiliares para promover a derrubada dos barracos em construção e dos provisórios instalados na área.

Fomos mal recebidos e bloquearam nossa passagem.

Ficaram gritando , insultando os policiais, a nossa equipe e exigiram a presença do advogado no local.

Assim ficamos até às 10h aproximadamente.

Neste ínterim, fomos ameaçados de morte, fomos atacados e a pm e a gm não tinham o efetivo para conter a população.

Às 10:20h aprox. chegou uma outra equipe da pm, e iniciou negociação com os moradores.

Negociaram por conta própria que só as moradias q não estavam habitadas seriam demolidas, em vão.

Começou o confronto, e ficamos sem nenhuma proteção.

Dois fiscais agredidos e um auxiliar ferido por pedrada na cabeça.

O auxiliar foi socorrido por nosso motorista da regional e ficamos sem transporte no morro.

Fomos alvejados por 2 a 3 tiros disparados por moradores do aglomerado.

Escutei os estampidos passando perto.

Eu e outro fiscal fomos avisados pela pm q a nossa entrada estaria garantida e fomos até a cia buscar os auxiliares q teriam se deslocado para lá.

Descemos o morro sem escolta e meu colega foi apedrejado no caminho.

Conversamos com os auxiliares que se encontravam extremamente chocados e abalados pela ação e se recusaram a voltar e derrubar as construções.

Às 12h, chegaram o bope, a tropa de choque e dominaram o cenário.

Só que os auxiliares já tinham ido embora e ação terminou sem a derrubada do barracos.

Não possuímos treinamento para confronto, não temos equipamentos de proteção apropriado e não possuímos armamento para nossa segurança.

Dessa vez corremos sério risco de sermos mortos.

Ficamos 4h numa praça de guerra “num salve-se quem puder”. 

Iniciei esse post com a mesma frase que termino: está na hora de repensar a atuação da fiscalização.

Carlos Henrique Caldeira, Fiscal em Belo Horizonte, em post no dia 23/12/18

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O bom exemplo de Cabo Frio, RJ

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Porque divulgar bons exemplos é o objetivo deste site, fica aqui o registro que foi feito pela Coordenadoria de Posturas de Tamoios, o 2º Distrito de Cabo Frio, RJ, no dia de hoje, 20 de dezembro de 2018.

Mais uma conquista de um governo empenhado em promover a ordem pública. Foi inaugurado hoje, o novo depósito da Coordenadoria de Posturas em Tamoios.
#pracegover
Na foto, a equipe da superintendência de Posturas de Tamoios, em frente ao novo depósito que será utilizado para armazenar o material das apreensões. #recadastramento2018 #coordenadoriadeposturas#sedesc #prefeituradecabofrio


Parabéns, aos #Fiscais e à chefia que valoriza e reconhece o trabalho fiscal!

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Luz no fim do túnel: Prefeitura condenada por agressão

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Prefeitura foi condenada porque agente foi agredido durante ação fiscal.

Registro a notícia como uma luz no fim do túnel para todos os #Fiscais que são obrigados a cumprir agenda fiscal sem que a Prefeitura cuide da sua segurança.

“não há dúvidas de que houve negligência por parte da administração que, mesmo ciente do risco existente na operação de fiscalização, não providenciou o apoio policial a fim de assegurar a segurança do servidor durante o desempenho da atividade de fiscalização”

A Prefeitura de Jacareí foi condenada pela Justiça a pagar R$ 10 mil por danos morais e R$ 2 mil por danos materiais a um servidor público que estava em desvio de função e que, por conta da negligência da administração em oferecer segurança para o desempenho de seu trabalho, acabou espancado e ficou com sequelas permanentes.

O servidor é concursado como oficial administrativo mas, na ocasião, desempenhava a função de fiscal ambiental, com a responsabilidade de medição de ruídos sonoros em locais alvos de denúncias da população.

O caso ocorreu há seis anos, em maio de 2012. A sentença judicial é do dia 8 de maio e a decisão foi publicada nesta sexta-feira (11), no Diário Oficial. Ainda cabe recurso.

Segundo o advogado do STPMJ (Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais de Jacareí), Ricardo Nobuo Harada, que representou o servidor na ação, a decisão é uma vitória. “A Justiça reconheceu a responsabilidade da prefeitura no episódio, que colocou o servidor em uma situação insegura sem ter tomado nenhuma providência para resguardá-lo”, disse.

Em um trecho da sentença, o juiz Samir Dancuart Omar, da Vara da Fazenda Pública de Jacareí, afirma que “não há dúvidas de que houve negligência por parte da administração que, mesmo ciente do risco existente na operação de fiscalização, não providenciou o apoio policial a fim de assegurar a segurança do servidor durante o desempenho da atividade de fiscalização”.

“A saúde e a segurança dos trabalhadores devem vir sempre em primeiro lugar, em todos os departamentos da prefeitura. Que essa condenação sirva de lição para que episódios tristes como esse não voltem a acontecer nunca mais na Prefeitura de Jacareí”, disse a presidente do STPMJ, Sueli Cruz.

ENTENDA O CASO

O servidor foi agredido quando fazia um trabalho de rotina de fiscalização por perturbação do sossego público. No dia 26 de maio de 2012 foram acionados para verificar o nível de som gerado por veículos em um baile funk que acontecia ao ar livre, na periferia da cidade.

Chegando lá, o servidor, que operava um decibilímetro (equipamento medidor de nível de pressão sonora), ficou perto de um carro com som alto para fazer uma medição mais precisa. Neste momento, um grupo se aproximou e o espancou.

Ele perdeu os sentidos e foi levado com vários ferimentos para a Santa Casa de Misericórdia, onde ficou vários dias internado.

Na operação, a prefeitura não havia solicitado apoio da Polícia Militar nem da Guarda Civil Municipal, mesmo sabendo que se tratava de local perigoso.

Fonte: https://goo.gl/QNLg9F

“Ele não teve escolha, cumpriu uma determinação da prefeitura sem segurança e ainda em desvio de função”

Com a decisão, o advogado avalia que a Justiça reconheceu a responsabilidade da prefeitura no episódio. “Ele não teve escolha, cumpriu uma determinação da prefeitura sem segurança e ainda em desvio de função”, disse.

Outro lado

A Prefeitura de Jacareí esclarece que não é comum a prática de desvio de função. Atualmente os funcionários da prefeitura, responsáveis pela fiscalização de Normas e Posturas do Município, sempre realizam suas operações acompanhados da Guarda Civil Municipal e, dependendo do caso, conta ainda com o apoio da Polícia Militar.

Sobre o caso, a Procuradoria Geral do Município está avaliando se irá recorrer da decisão.”

Fonte: https://goo.gl/3CyATK

 

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