E ainda acha que tá arrasando. Pode isto?

Crônicas do nosso cotidiano… essa aconteceu na Fiscalização Ambiental

“Causo” de Gustavo Szilagyi

As vezes na SEMURB acontece cada coisa.
Hoje recebo na minha sala um casal, proprietários de uma movelaria na Cidade da Esperança, intimado pelos fiscais para tratar acerca de uma denuncia protocolada por moradores de um condomínio, e que trata de perturbação do sossego e poluição atmosférica decorrente do particulado de madeira e odores de tintas e solventes.
O empresário, puto com a denuncia dos moradores do condomínio, desabafa:
“Eu fico puto com estas coisa. Cadê que o governo ao invés de financiar a reforma de minha empresa, quer que eu banque esta reforma para beneficiar meia duzia de denunciantes”.
Não bastasse a aberração dita, o respeitado empresário completou:
“Quem esta incomodado que banque o isolamento acústico de sua casa ou se mude! Eu gero 12 empregos.”

Como dizemos na Fiscalização: “É do cú cair da bunda mesmo.” Sob a premissa de que gera 12 empregos (DOZE EMPREGOS), o empresário querer que o Estado (lê-se o povo/contribuinte) pague para ele poder poluir.
É o famoso princípio do Poluidor/credor distorcendo o princípio do Poluidor/Pagador.

Certamente este empresário é da turma que vota em RM e FR.

 

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