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ANAFISC

Reforma Administrativa ou como acabar com as Prefeituras – decida você!

Você pode rejeitar ou querer evitar o debate sobre o tema obediência e autoridade na mesma frase. Você pode não querer nem saber do que acontece no serviço público… mas é melhor ler este texto, porque a tal da PEC32 vai encher as Prefeituras de empresas terceirizadas, daí, quando o molho ficar mais caro que o peixe, vá reclamar na Conchichina, na casa do bispo, na casa do [email protected]@lho.

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A ANAFISC (Associação Nacional de Fiscais e de Auditores Fiscais de Atividades Urbanas) foi criada para unir Fiscais de Prefeituras, independente da denominação local, sejam Agentes Fiscais, Agentes Vistores, Auditores Fiscais de Atividades Urbanas, Auditores Fiscais de Posturas, Fiscais de Atividade, Fiscais de Atividades Econômicas, Fiscais de Atividades Urbanas, Fiscais de Comércio, Fiscais de Indústria, Fiscais de Obras, Fiscais de Obras e Urbanismo, Fiscais de Posturas, Fiscais de Regulação, Fiscais Municipais, Fiscais Urbanos, Fiscais Ambientais, Fiscais Sanitários ou Fiscais do PROCON.

Apresento-vos a ANAFISC no vídeo abaixo:

A unir todos estes fiscais há o exercício de atividades inerentes ao Estado como Poder Público sem correspondência no setor privado. Todos pertencem a carreiras típicas de Estado e serão severamente afetados pelo Projeto de Emenda Constitucional 32.

A PEC32 é chamada de Reforma Administrativa, assim é “vendida” para o público. Na verdade, trata-se de uma verdadeira reforma de Estado, autorizando União, Estados, Municípios e DF a extinguir órgãos e entidades, secretarias, autarquias ou agências, extinguir planos de carreiras, reduzir e extinguir categorias.

Veja o convocação que faz o Juvenal Marcelino, o Presidente da ANAFISC, para que participem do movimento no dia 03/08/21, em Brasília:

Vamos lá, qual o fundamento da PEC32? Diminuir o tamanho do Estado e o custo da máquina. E você acreditou!

Você acha mesmo que dá pra uma Prefeitura não fiscalizar obras particulares (cada um ocupando o seu terreno do jeito que bem entender), ruas, calçadas, muros e terrenos baldios?  Você acha mesmo que dá para lotar a cidade de ambulantes nas portas das lojas? Você acha mesmo que que qualquer um pode fazer o barulho que quiser, onde bem entender e no horário que der na veneta? Você acha mesmo que qualquer um pode lançar material particulado no ar, jogar detritos nas ruas, empestear as águas e tacar fogo no mato?

E quem fará isto? Vou te contar o que você ainda não adivinhou… uma empresa terceirizada, claro!!! É mais barato!!! Não tem plano de carreiras, os empregados não vão reclamar se mandar parar a fiscalização e nem vão questionar porque não vão fiscalizar um (aquele que é um amigão da casa) e vão fiscalizar outro (aquele que jogou areia nas pretensões de uns politiquinhos). Viva a liberdade econômica! Um salve para os que defendem esta monstruosidade! E, por favor, nem venha com este papo de que sou contra o Bolsonaro ou Lulista, quero é que se f&[email protected]! E, muito menos tô defendendo o meu… já até aposentei.

Mais categorias estarão no movimento do dia 03/08/21, veja o vídeo de Israel Arimar Moura, Presidente do Sindibel, de Belo Horizonte:

Aiiiiimmm, o serviço público é caro!!! Caro é sustentar esta quantidade gigantesca de políticos profissionais com seus assessores, secretários e funcionários de quem estão mais do que habituados a segurar uma parte do pagamento (kkkk de vez em quando um se dá mal e vem a público a sacanagem).

E vou te contar mais, sabe o que acontece quando a empresa terceirizada quebra e não paga os empregados que colocou lá dentro do serviço público? A prefeitura tem que acertar as dívidas trabalhistas da terceirizada… ohhh (cara de espanto? fecha a boca, o queixo caiu). É isto mesmo, a Justiça manda a Prefeitura pagar os coitados que ficaram sem baixa na Carteira de Trabalho e sem o acerto trabalhista… ah, mas você insiste: “- Caro mesmo é o servidor público, este vagabundo que ganha muito e não trabalha nada!”. Cara, escutei esta ladainha a vida inteira e a vida inteira me matei de trabalhar, sem dia, sem noite, sem finais de semana, tendo que rezar pra não pegar plantão em dia que tinha aula (sim, a gente tá sempre estudando e pagando o estudo do próprio bolso pra prestar um serviço público de melhor qualidade).

Se você acha que o serviço público é ruim, espera depois que passar a PEC32, aí, sim, que você vai ver o que é precarização. A porcaria da PEC32 vai colocar assessores e líderes com cargos de confiança (os presidentes de associações de bairro devem estar rindo de orelha a orelha, lá vem um carguinho aí, minha gente, vamos aumentar o curral). Danou-se, imagina Fiscais, se continuarem, trabalhando pra um particular que vai ficar uns tempos mandando em tudo… dá vontade de sair cantando: vai dar m&rda, vai dar m&rda!!!

Fala sério, já não bastava a Lei Complementar 173, de 27 de maio de 2020, que congelou os salários e planos de carreira no Brasil todo? Cara, entenda de uma vez, servidor público não tem FGTS, quando aposenta não tem nada pra receber, e, se esta [email protected] passar, não terá adicional por tempo de serviço, adicional por substituição de função superior à que ocupa, promoção só por tempo de serviço, nunca mais por mérito e empenho em prestar um serviço público de qualidade… é o fim do serviço público, mesmo! Só vai querer ficar nisto quem não conseguiu mais nada na vida, tipo “é o que tem pra hoje”!

Tem que ter um basta nisto, #ReformaAdministrativa deste jeito NÃO! #PEC32NAO #pec32nao


Recadinhos para quem ainda não está filiado à ANAFISC, entrem em contato pelo Instagram e Facebook: @anafisc.oficial

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A anuidade é R$24,00 (vinte e quatro reais) e aí você dá uma força pra quem tá batalhando por você. Nem vou falar do Estatuto da Fiscalização em que eles estão trabalhando há mais de um ano, que merece uma publicação exclusiva, nem do curso de Pós Graduação EAD na nossa área de Fiscalização, que merece uma publicação também exclusiva. Aguardem! Por enquanto, namora aí o que eles andam produzindo:

 

 

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Por opção, desde 2011, na Fiscalização de Posturas do Meio Ambiente e Urbanismo.Um ano na Fiscalização de Posturas de Serviços Gerais.Seis anos na Fiscalização de Posturas da Fazenda (Atividades Econômicas).Quase dezesseis anos na Fiscalização Tributária (ISS, IVC, Inter Vivos e taxas).Bacharel em Administração e Direito. Pós graduada em Gestão Ambiental.Fiscal de Posturas na Prefeitura de São José do Rio Preto/SP.Denominação do cargo atual: Agente Fiscal de Posturas, sinonímia Fiscal de Atividades UrbanasCoordenadora de departamento por oito anos, sendo dois anos na chefia de fiscalização.Aposentada em 2018, permanece apoiando as iniciativas de visibilidade nacional para os Fiscais Municipais.

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