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Bonfinópolis de Minas poderá ser o modelo para 3.370 cidades

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São 5.570 Municípios. Considere que, pelo IBGE em agosto de 2021,  3.370 Municípios têm menos de 20 mil habitantes. E, tratando-se de cotidiano fiscal, qual a diferença entre os Fiscais da cidade grande e da pequena? Pergunto e respondo com segurança: NENHUMA!!!

De início, asseguro que o Fiscal na rua tem as mesmas alegrias, o mesmo empenho e os mesmos conflitos. Talvez, nas cidades de porte grande ou médio, o Fiscal da Prefeitura seja menos visado. Creio, que nas cidades pequenas a impessoalidade é mais complicada. Todo mundo sabe onde o Fiscal mora, quem é a família, onde frequenta e por aí vai. Por esta razão, conferir uma estrutura profissionalizada à Fiscalização é bem mais complicado do que onde há mais de 100 mil habitantes.

Bem, e daí? O Fiscal desiste? Nem pensar?! Quem “vira” Fiscal tem uma profunda noção de responsabilidade em relação à cidade. Fiscal de cidade de pequeno porte é mais Fiscal ainda. É Fiscal 24h!!! A população está muito próxima… e as queixas também… e o Prefeito é vizinho!!!

E, aí, a pergunta que não quer calar: “- Por que o Fiscal em cidade pequena é tão carente de recursos?”.

Com certeza, posso enumerar os ingredientes para que as deficiências sejam supridas. Eu sei a “receita deste bolo” e ensino para quem quiser saber.

E tenho um grande parceiro: Geraldo Lemos, de Águas Lindas de Goiás. Quando se trata de cidades com menos de 100 mil habitantes: Geraldo Lemos é o cara! Pensa num Fiscal disposto a arrumar a “casa”… e ainda tem um vasto conhecimento em informática, que se soma a sua grande experiência na área de Fiscalização de Atividades Urbanas, quer seja na elaboração de leis, quer seja na prática fiscal. Tenho orgulho deste parceiro!

Pois bem, hoje, dia 14 de outubro de 2021, Geraldo Lemos esteve, como assessor e consultor, em Bonfinópolis de Minas, MG, uma cidade de 6 mil habitantes… veja  como é a cidade de Bonfinópolis de Minas  neste vídeo que controlvezei da página oficial da Prefeitura no Facebook, claro que os créditos estão no vídeo, mis amores:

Geraldo Lemos combinou com o Presidente, Eber Pereira da Fonseca, do SINDSBON – Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Bonfinópolis de Minas – MG – fazer um encontro despretensioso com a Fiscalização. Glória! Virou uma imersão, o Geraldo acabou fazendo um workshop de 4 horas com os Fiscais  (invejei!!!): Ademir da Costa Portuguez, Alberto Ferreira da Silva, Alexandre Pinto Rabelo, Euder José Lemos, Lucas Jacob Martins dos Santos, Rogelson Cardoso Andrade, Orlando Santos Brandão. Geraldo me chamou pelo Instagram… mas a vó aqui “não tava on”.

Em Bonfinópolis de Minas, como em inúmeras cidades com até 100 mil habitantes, o Fiscal é faz tudo, quer seja na área tributária, quer seja na Fiscalização de Atividades Urbanas.

O nome, quase sempre, é Fiscal Municipal, Bonfinópolis de Minas não escapou disto. Então, a reunião para explicar porque o nome do Fiscal Municipal tem que mudar para Auditor Fiscal de Atividades Urbanas, em consequência da sinonímia do código 2545-05 da Classificação Brasileira de Ocupações – CBO, acabou virando um evento de 4 (quatro) horas, onde foi explicado o que é ser FAU e Geraldo se propôs a elaborar o projeto de inclusão do Dia do Fiscal (21 de setembro), a mudança da nomenclatura e a identidade fiscal, inclusive em relação à uniformização.


Uma nota desta editora: confesso que fiquei feliz em saber que tenho um seguidor de longo data na pessoa de Eber Pereira da Fonseca, Presidente do SINDSBON – Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos Municipais de Bonfinópolis de Minas – MG. Namastê, parceiro Eber!


O mais legal desta imersão foi que os Fiscais já alinharam com a maioria dos Vereadores o apoio às mudanças, com o objetivo de profissionalizar a Fiscalização de Bonfinópolis de Minas… Geraldo Lemos já ajudou antes com a formulação da identidade funcional.

Às 17h30m, fizemos uma vídeo chamada com Eber Pereira da Fonseca, Euder José Lemos, eu, Iris Tomaelo, e Geraldo Lemos.

Troca de ideias, conversa das boas! Fiquei entusiasmada ao ver que os Fiscais estão seguindo minha “receita de bolo”, com a assessoria e consultoria do meu parceiro Geraldo Lemos.

Por fim, como tem que ser de iniciativa do Prefeito, já foram iniciadas as conversações para conseguir o apoio da principal autoridade do Município, a quem faço o seguinte apelo: Prefeito Manoel do Lima, a estruturação profissional da Fiscalização garante à sua cidade modernização, impessoalidade, transparência e atendimento ao princípio constitucional da eficiência.

Prefeito, todos nós, Fiscais do Brasil todo, estaremos acompanhando o desenvolvimento deste processo.

Prefeito, todos nós, Fiscais do Brasil todo, estaremos apoiando e garantindo que os seus Fiscais tenham a melhor preparação para o exercício de atividade exclusiva de Estado.

Boa sorte, amigos!

Aos meus leitores, aguardem notícias para novembro vindas de Bonfinópolis de Minas, não é, Prefeito Manoel do Lima?! A quem agradeço, desde já, o apoio aos seus Fiscais… quero que vocês sejam exemplo para 3.370 Municípios, que têm menos de 20 mil habitantes.

 

 

 

 

 

 

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Por opção, desde 2011, na Fiscalização de Posturas do Meio Ambiente e Urbanismo.Um ano na Fiscalização de Posturas de Serviços Gerais.Seis anos na Fiscalização de Posturas da Fazenda (Atividades Econômicas).Quase dezesseis anos na Fiscalização Tributária (ISS, IVC, Inter Vivos e taxas).Bacharel em Administração e Direito. Pós graduada em Gestão Ambiental.Fiscal de Posturas na Prefeitura de São José do Rio Preto/SP.Denominação do cargo atual: Agente Fiscal de Posturas, sinonímia Fiscal de Atividades UrbanasCoordenadora de departamento por oito anos, sendo dois anos na chefia de fiscalização.Aposentada em 2018, permanece apoiando as iniciativas de visibilidade nacional para os Fiscais Municipais.

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